Diariamente perdemos cerca de 50 a 100 fios de cabelo, mas isso não é tanto comparado aos mais de 100 mil fios que existem no couro cabeludo. Conforme envelhecemos, os fios vão se tornando cada vez mais finos e rarefeitos. No entanto, segundo a dermatologista Tathya Taranto, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), algumas pessoas apresentam uma perda de cabelos mais acentuada, que pode ser ocasionada por diferentes tipos de alopecias. “Entre as principais, existem a alopecia androgenética (calvície) e o eflúvio telógeno. A alopecia androgenética pode surgir em homens e mulheres, embora seja mais comum no sexo masculino – estima-se que 80% dos homens com mais de 80 anos sofram do problema – e pode levar à perda total ou parcial dos cabelos. Nos homens, a perda de cabelo tende a se concentrar no topo do couro cabeludo. Nas mulheres, é mais difusa. O eflúvio telógeno, ou alopecia difusa, consiste na queda de fios em várias regiões do couro cabeludo, o que resulta na diminuição da densidade capilar, e pode ser agudo ou crônico”, explica a médica.

O que a maioria das pessoas que sofrem com a perda acentuada não sabem é que existem métodos capazes de diagnosticar a origem do problema, identificar se é uma queda difusa ou localizada, para definir o tratamento mais assertivo. Segundo Tathya Taranto, mais do que uma questão estética, a alopecia deve ser investigada e tratada porque pode estar relacionada a outros fatores que vão além de uma predisposição genética ou distúrbios hormonais. “Dependendo do tipo de alopecia, ela pode surgir em decorrência do uso de alguns medicamentos, doenças infecciosas agudas, disfunções da tireoide, estresse crônico, cirurgias, pós-parto ou doenças do couro cabeludo, como psoríase e a dermatite seborreica. Por isso, é imprescindível realizar exames específicos, entre eles, de sangue, testes de fração, dermatoscopia – aparelho que fornece uma imagem tridimensional do couro e pelos – tricograma, que avalia e ciclo biológico dos cabelos, elucida a especialista.

A boa notícia é que hoje há inúmeras opções de tratamento. “Para a alopecia androgenética, dentre as opções terapêuticas estão os medicamentos tópicos, como soluções de minoxidil e 17 alfa estradiol e orais, como a finasterida e antiandrógenos sistêmicos, como a ciproterona e espironolactona. No caso de alopecia androgenética feminina, dá-se preferência à terapêutica tópica”, afirma Tathya Taranto. Outra alternativa são os procedimentos minimamente invasivos, como intradermoterapia e o MMP (microinfusão de medicamentos na pele), que introduzem vitaminas e medicamentos diretamente na derme do couro cabeludo; luz de LED e lasers não ablativos, todos com a finalidade de estimular o crescimento dos fios. “Já no caso de eflúvio telógeno, deve ser feita uma investigação minuciosa em busca da causa e esta deve ser corrigida. Aplicação tópica de minoxidil e uso de vitaminas podem acelerar o processo de recuperação do cabelo, que é total após correção da causa desencadeadora”, evidencia a dermatologista.

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