A combinação sol, calor e umidade é responsável pelo surgimento de algumas doenças de pele durante os dias mais quentes do ano. Além da importância de usar filtro solar diariamente e reaplicá-lo a cada duas horas para prevenção do câncer de pele, a dermatologista Tathya Taranto, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), recomenda outras medidas para evitar algumas doenças oportunas desta época.

Fitofotodermatoses: Quem gosta de se refrescar com sucos cítricos na beira da piscina ou da praia durante os finais de semana deve ter cuidado com as fitofotodermatoses, que são queimaduras causadas pelo contato entre a pele e algumas frutas cítricas, como limão e maracujá, somado à exposição solar. “Essas queimaduras costumam sumir em cerca de quatro semanas, mas podem levar meses. Portanto, lave bem as mãos após manipular essas frutas e antes de tomar sol”, orienta Tathya Taranto.

Acne cosmética: Com o calor, o protetor solar pode aumentar a oleosidade da pele favorecendo o surgimento de bolinhas, espinhas, no rosto, ombros, peitos e costas. Por isso, a dermatologista ressalta a necessidade de escolher um filtro solar adequado ao seu tipo de pele: “Hoje existem diversos tipos de produtos com alto fator de proteção, com toque seco, oil free e resistentes ao suor e água, mas aliado ao uso de um bom fotoprotetor é necessário lavar a pele com um sabonete apropriado que controle a oleosidade”, declara a especialista.

Foliculite: É uma inflamação causada por bactérias e se assemelha a pequenas espinhas, de ponta branca, na base do pelo. “Costuma surgir na virilha e nos glúteos, pode coçar e doer, dependendo da gravidade, e o dermatologista indicará o tratamento mais adequado”, diz Tathya Taranto.

Melasma: A exposição ao sol desencadeia essa doença caracterizada por manchas escuras na pele que podem aparecer nas maçãs do rosto, testa, parte superior dos lábios, nariz e queixo. “Infelizmente o melasma não tem cura, mas pode ser amenizado e controlado por meio de tratamentos específicos e deve-se evitar a exposição ao sol”, aponta.

Herpes labial: Nessa época de sol e muito calor é comum haver uma queda da imunidade e é aí que a herpes labial se manifesta, uma infecção viral e contagiosa, marcada por pequenas bolhas doloridas. “Para tratar, medicamentos antivirais e pomadas vão aliviar os sintomas e cicatrizar as lesões”, conta.

Micose: Ela também surge no inverno, mas a famosa frieira, que acomete os pés, são fungos que gostam de lugares quentes e úmidos. “A micose causa irritação, coceira e pode se desenvolver em locais como piscina e praia. Recomenda-se secar bem o corpo após o banho, principalmente os pés e usar talco. Para tratar a doença, podem ser prescritos medicamentos via oral e pomada”, ilustra Tathya Taranto.

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