Fim das manchas!

Conheça três tratamentos para melhorar o aspecto do melasma

por Isabella Grossi

Quem já foi acometido por melasma — aquelas manchas acastanhadas, irregulares e geralmente simétricas, que aparecem, principalmente, na face — sabe bem quanto é difícil manter a qualidade da pele sem um tratamento adequado. Embora possa ocorrer também em homens, a distribuição excessiva de melanina na epiderme e na derme costuma surgir em mulheres na idade fértil, sendo muito comum em gestantes e usuárias de anticoncepcionais. A causa é multifatorial. “Estão envolvidos fatores ambientais, como a exposição aos raios ultravioleta, os hormônios e a predisposição genética”, explica a dermatologista Tathya Taranto. Não existe cura, mas o tratamento crônico, envolvendo o uso de substâncias com o apoio de procedimentos estéticos, pode melhorar, e muito, o aspecto do melasma, levando, inclusive, ao seu desaparecimento. Para isso, todavia, é preciso muita disciplina. “Em primeiro lugar, é necessário evitar exposição ao sol e ao calor de forma excessiva, assim como o uso de produtos irritativos ou fotossensibilizantes para a pele”, afirma Tathya. “Depois, criar o hábito de usar filtro solar, de preferência, com cor e alta fotoproteção contra os raios UV e os agentes despigmentantes”, arremata. Peelings, microagulhamento e lasers são indicados em casos resistentes. Veja, ao lado, três opções modernas de tratamento. A resposta é lenta e gradual, por isso é importante a manutenção para controlar o problema.

Laser Q-Switched (Spectra)

O Spectra utiliza a tecnologia Laser Toning para combater os melanócitos (células que produzem a melanina, responsável pela pigmentação amarronzada), que, ao serem atingidos, se fragmentam e
são reabsorvidos pelo organismo, promovendo o clareamento gradual das áreas pigmentadas. Os pulsos ultrarrápidos e com baixa energia não causam efeito térmico nem provocam reação inflamatória.

Frequência: doze sessões de quinze minutos, com intervalo de uma semana, e manutenção a cada 45 ou sessenta dias, para evitar a recidiva das manchas.

Efeito colateral: não tem.

 

IPCA (Indução Percutânea de Colágeno com Agulhas)

As microagulhas de aço inoxidável estéreis produzem múltiplas micropunturas na pele, suficientemente longas para atingir a derme e desencadear estímulo inflamatório e ativação da cascata de inflamação, que resulta na produção de colágeno. Além de promover o clareamento da área tratada, melhora a textura da pele, a flacidez, as rugas e as cicatrizes. Para potencializar o tratamento, conhecido como drug delivery,
podem ser utilizadas medicações durante as aplicações.

Frequência: três a quatro sessões, com intervalo de um mês.

Efeito colateral: não tem.

 

Intradermoterapia com Ácido TranexÂmico

Quando injetado na pele, o ácido tranexâmico — indicado também no controle e prevenção
de hemorragias — é capaz de diminuir a inflamação e bloquear a ativação dos melanócitos, assim
como a pigmentação das manchas, levando a uma redução da hiperpigmentação do melasma.

Frequência: dez a doze sessões, com intervalos semanais a quinzenais.

Efeito colateral: é normal a pele ficar um pouco avermelhada e discretamente inchada nas primeiras
horas após o procedimento.

Crédito  George Doyle / divulgação

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