Peles Sensíveis – Lisa, leve e solta

Seis doenças comuns a peles sensíveis, os diagnósticos e tratamentos

por Isabella Grossi

Peles sensíveis devem ser tratadas de maneira especial. “É uma condição que pode ser causada por influência genética, imunológicas, fungos e bactérias, disfunções hormonais ou pela hiper-reatividade a estímulos externos”, observa a dermatologista Tathya Taranto. “Acomete pessoas de peles normais e mistas, secas ou oleosas”, complementa. Entre as doenças mais recorrentes estão o lúpus eritematoso, a rosácea, a micose superficial, a dermatite seborreica, a acne da mulher adulta e a foliculite. Em comum, todas elas têm os sintomas como vermelhidão, erupção ou descamação da pele. Nenhuma exige tratamentos complexos. Pelo contrário. Podem ser bem simples de cuidar sob a orientação de um dermatologista.

Lúpus Eritematoso

A doença autoimune acomete, principalmente, mulheres na faixa etária entre 18 e 40 anos, influenciada por fatores genéticos, hormonais e ambientais, a exemplo de traumas físicos e exposição
à radiação ultravioleta. O tipo mais frequente na dermatologia é o lúpus eritematoso cutâneo discoide, caracterizado por lesões vermelhas e descamativas que evoluem para lesões atróficas, com áreas esbranquiçadas e outras mais escuras, além de vermelhidão com infiltração nas bordas. Couro cabeludo, orelhas e bochechas são as regiões mais afetadas.

Diagnóstico: clínico, com confirmação por biópsia.

Tratamento: a doença não tem cura, mas pode ser controlada com o uso de filtro solar,
corticoide tópico e medicamentos orais, como a hidroxicloroquina.

Rosácea

Mulheres adultas, de pele clara, são as principais afetadas pela doença cutânea crônica, que tem como característica a vermelhidão facial, conhecida como flushing. Pode evoluir para pequenas lesões semelhantes à acne, geralmente no nariz, bochechas e fronte. A causa é desconhecida, com componente genético e provável hiper-reatividade vascular. Alguns fatores, no entanto, costumam agravar a condição. Entre eles, exposição solar, calor e consumo de álcool e de alimentos apimentados.

Diagnóstico: clínico.

Tratamento: embora não tenha cura, a doença
é estabilizada com alguns cuidados, como limpeza
e hidratação permanentes, uso de filtro solar, tratamentos tópicos e medicamentos orais à base
de antibióticos com propriedades anti-inflamatórias. Recomenda-se, também, de quatro a seis sessões mensais do laser NDYAG, do Fotona, para controlar a vermelhidão e destruir os pequenos vasinhos
que aparecem nas bochechas e no nariz.

Micose superficial

As infecções causadas por fungos surgem nas camadas superficiais da pele, normalmente em locais quentes e úmidos, como abaixo das mamas, entre os dedos e na virilha. Também aparecem nos pelos e nas unhas. Acometem pessoas de qualquer faixa etária e de ambos os sexos, manifestando-se por meio de placas avermelhadas e descamativas ou, dependendo do fungo, lesões esbranquiçadas e úmidas, de evolução lenta, muitas vezes associadas à coceira local.

Diagnóstico: clínico, por meio de raspagem para confirmar a espécie.

Tratamento: a boa notícia é que a doença tem cura se tratada corretamente, com cremes
e drogas orais antifúngicas. É importante, ainda, lançar mão de cuidados para evitar a umidade
e, consequentemente, o retorno da infecção.

Dermatite seborreica

Associada à produção hormonal, com participação do fungo do gênero Malassezia, a doença inflamatória
e crônica incide em regiões com maior concentração de glândulas sebáceas, como couro cabeludo, face e tronco, provocando lesões vermelhas e descamativas. Aparece, principalmente, nos homens, na faixa dos
40 aos 60 anos. Entre os fatores agravantes estão o uso de roupas sintéticas, calor, umidade, stress físico ou emocional, consumo de alimentos condimentados, diabetes e obesidade.

Diagnóstico: clínico.

Tratamento: apesar de não ter cura, é possível melhorar o quadro clínico com a utilização de sabonetes e xampus apropriados, além de medicamentos tópicos
à base de corticoide e antifúngicos. Nos casos mais graves, o ideal é o tratamento sistêmico.

Acne da mulher adulta

Existem dois tipos: a que começa na adolescência e persiste e a que tem início após os 25 anos. A causa nem sempre é identificada, embora, na maioria das vezes, esteja relacionada à síndrome do ovário policístico, que, em virtude da alteração hormonal, facilita o surgimento da acne, provocando, ainda, queda de cabelo, seborreia, infertilidade e crescimento de pelos em locais não usuais. As lesões tendem a se concentrar perto dos lábios e na mandíbula.

Diagnóstico: clínico, com investigação laboratorial e acompanhamento do endocrinologista.

Tratamento: baseia-se, prioritariamente, no controle da oleosidade, por meio do uso de sabonetes e retinoides tópicos, com ou sem a associação de antibióticos. Medicamentos orais como anticoncepcionais à base de ciproterona, agentes antiandrogênicos e isotretinoína também podem ser indicados. Para as pacientes que não querem ou não podem se submeter a esses tratamentos, outra opção é o laser Fotona, que causa dano térmico à glândula sebácea.

Foliculite

A infecção do folículo piloso — estrutura por onde sai o pelo — manifesta-se pelo aparecimento de pequenas pústulas, ou seja, bolinhas com o centro de pus, na barba, virilha, glúteos e região interna das coxas. Pode ser causada por bactérias, fungos, vírus e até mesmo por fricção ou retorno do pelo no orifício de saída. Baixa imunidade, uso prolongado de antibióticos e de roupas fechadas, clima quente e úmido,
diabetes e obesidade são fatores predisponentes.

Diagnóstico: clínico.

Tratamento: geralmente é simples, com o uso de sabonetes antibacterianos e antibióticos
tópicos na área acometida.

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EDIÇÃO 2017

Natália Guimarães - A modelo e apresentadora revela os cuidados com a pele no dia a dia e conta, em primeira mão, os planos para o casamento.

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