Acabou o trauma

Mitos, verdades e tratamentos para a cicatriz de acne 

Popularmente conhecida como espinha, a acne, resultado do processo inflamatório da unidade pilossebácea, é o problema dermatológico mais comum no Brasil. Quase 60% das pessoas são afetadas, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Apesar de serem corriqueiras na adolescência — em decorrência do excesso de produção de hormônios —, as lesões também podem se manifestar em mulheres e homens adultos. “Entre as principais causas estão a superprodução de sebo e aumento da concentração de células mortas nos folículos pilosos, que propiciam a obstrução e a consequente multiplicação de bactérias na região”, revela a dermatologista Tathya Taranto.

Tratar a acne é relativamente simples. Na maioria dos casos, envolve o uso de soluções tópicas e medicamentos orais. As cicatrizes deixadas, por outro lado, merecem uma atenção especial. Conheça os mitos e verdades sobre cicatriz de acne e, na sequência, dois tratamentos eficazes, que podem ser empregados simultaneamente.

TRATAMENTOS

Laser Erbium-YAG (Fotona)

Com temperatura elevada, o Erbium-Yag gera um depósito profundo de calor na pele, provocando uma coagulação seletiva do colágeno. O laser é não ablativo, ou seja, não remove totalmente a epiderme, camada mais superficial da pele. Provoca, em contrapartida, microcanais térmicos cuja pele ao redor se mantém íntegra para ajudar na regeneração da parte acometida. O risco de infecção ou formação de crostas é mínimo. Cada sessão dura em média trinta minutos e, para alcançar melhores resultados, recomenda-se fazer de quatro a seis sessões, com intervalos mensais. O incômodo é bem tolerável e a melhora pode ser constatada a partir da segunda ou terceira sessão.

Microagulhamento

A técnica de furar a pele com agulhas de aço cirúrgico repetidamente, sob anestesia tópica, aumenta a vasodilatação, estimulando a formação de colágeno e potencializando a absorção de medicamentos direto na pele — o chamado drug delivery. As agulhas ficam enfileiradas numa espécie de rolo e variam de 0,2 milímetro a 2,5 milímetros de comprimento. Geralmente são realizadas de quatro a seis sessões de, em média, trinta minutos cada uma, com intervalos de 45 a sessenta dias. A cicatrização é rápida e os resultados aparecem após seis semanas. O efeito completo, no entanto, é observado em até três meses.

MITOS E VERDADES

A manipulação das lesões pode causar cicatrizes. VERDADE. Além de cicatrizes, o manuseio provoca também inchaço e inflamação.

Toda acne provoca cicatriz. MITO. Embora a cicatrização seja uma consequência comum da acne inflamatória, nem todos os pacientes desenvolvem as marcas, graças à natureza individual da
resposta imune.

Existe apenas um tipo de cicatriz. MITO. São dois tipos, basicamente, que variam de acordo com a perda ou ganho de colágeno: as cicatrizes atróficas, que representam 80% dos casos e causam uma espécie de depressão na pele, com a perda de tecido, e as hipertróficas, que resultam no levantamento da pele, podendo formar queloide.

As manchas que aparecem durante a inflamação necessariamente se transformam em cicatrizes. MITO. Elas são consequência da hiperpigmentação pós-inflamatória, efeito colateral comum da acne. Ao contrário das mudanças de textura permanente, as manchinhas tendem a melhorar ao longo do tempo.

Não é possível remover completamente as cicatrizes de acne. VERDADE. Independentemente
da terapêutica, as cicatrizes de acne raramente são completamente removidas, mas é possível chegar a excelentes resultados. Na maioria dos casos, são necessários vários procedimentos para obter a melhor correção.

A pele do rosto tem maior capacidade de regeneração. VERDADE.  As cicatrizes do pescoço, peito, costas e ombros — lugares onde comumente também aparece a acne — são mais resistentes ao tratamento.

por Isabella Grossi

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