A psoríase é mais comum do que se imagina, afeta 125 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo cinco milhões apenas no Brasil, e é caracterizada por lesões avermelhadas e descamativas, normalmente em placas, que se manifestam mais no couro cabeludo, cotovelos, joelhos, unhas e até na região genital. Apesar de ser uma doença crônica e autoimune – ou seja, uma doença onde o organismo ataca a si próprio – a campanha serve de alerta para mostrar que é possível tratá-la e ter qualidade de vida.

Segundo a dermatologista Tathya Taranto, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), é importante buscar orientação médica nos primeiros sinais para garantir um diagnóstico mais preciso. “Existem diferentes tipos da doença, como a forma  invertida, onde surgem manchas inflamadas e vermelhas nas dobras do corpo, como axilas, virilhas e embaixo dos seios, até a forma eritrodérmica, um dos tipos mais graves da doença, com lesões generalizadas em mais de 75% do corpo”, esclarece a médica. Tathya Taranto explica que a causa da doença é desconhecida, mas acredita-se que em nosso sistema imunológico exista uma célula conhecida como célula T, que percorre todo o corpo humano em busca de elementos estranhos, como vírus e bactérias, com o intuito de combatê-los. “Em quem tem psoríase, essas células T atacam células saudáveis da pele. Além disso, estudos mostram fortes indícios de que a genética, fatores imunológicos e ambientais tenham uma forte influência sobre sua incidência”, afirma.

Com o tratamento adequado é possível controlar a doença e ele pode consistir em uso de medicamentos oral e tópico, mas o apoio da família e de amigos é fundamental. “É importante combater o preconceito que muitas pessoas têm sobre a psoríase, que não é contagiosa, e pode abalar o emocional dos pacientes. Adotar hábitos saudáveis também ajuda a gerenciar a enfermidade, pois alguns fatores podem desencadeá-la, como consumo excessivo de álcool e cigarro e estresse”, conclui a dermatologista.

Comentários: