O vitiligo é uma doença caracterizada pela perda gradativa da pigmentação da pele em qualquer parte do corpo, podendo ocorrer também nos cabelos e até nas mucosas. As lesões acontecem pela perda das células que dão coloração à pele (melanócitos), mas não existe nenhum prejuízo físico à saúde do paciente, tampouco é transmissível a outras pessoas. Não existe cura e suas causas ainda não são perfeitamente definidas pela ciência, ainda que as heranças genéticas sejam avaliadas, uma vez que 30% dos casos se repetem na mesma família.

O diagnóstico e o tratamento devem ser realizados apenas por dermatologistas e, apesar de não haver cura, existem procedimentos eficazes na estabilização do quadro e na repigmentação da pele. Além de medicamentos, tópicos e orais, também são indicadas, em alguns casos, a fototerapia com radiação ultravioleta A e B (UVA e UVB).

Entre as novas tecnologias aplicadas, certos lasers estimulam as células melanocíticas, sendo um protocolo indolor e com sessões mais curtas. Segundo a dermatologista Tathya Taranto, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), é essencial que a escolha do tratamento adequado seja discutida com o profissional qualificado para tal. “O vitiligo tem tratamento individualizado, cada caso tem singularidades que devem ser avaliadas na escolha das técnicas utilizadas. Os resultados variam, porém é possível conseguir excelentes controles da coloração com a repigmentação completa da pele”, explica. A profissional ainda ressalta que a doença tem implicações maiores na vida dos pacientes, sendo inclusive recomendada avaliação psicológica conjunta: “A relação entre a pessoa e o próprio corpo muda drasticamente. Podem ocorrer variações do nível de autoestima e na qualidade de vida. Um bom tratamento depende da aceitação do paciente e da confiança nos métodos e profissionais escolhidos”, declara a médica.

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