A acne adulta afeta 54% das mulheres acima de 25 anos, segundo a Academia Americana de Dermatologia, e de acordo com um levantamento da Sociedade Brasileira de Dermatologia esse é o motivo que mais leva pacientes dessas faixas etárias aos consultórios dermatológicos. De acordo com a dermatologista Tathya Taranto, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD), mesmo quem não sofreu da condição na adolescência está sujeito a ter na fase adulta. “Isso porque ela pode ser desencadeada por fatores hormonais, estresse, cosméticos e maquiagem inadequados para o tipo de pele, uso inapropriado de medicamentos e suplementos alimentares e consumo exagerado de alimentos ricos em carboidratos e derivados de leite”, explana a dermatologista.

A acne se manifesta através do aparecimento de cravos e espinhas, concentrando-se mais frequentemente na zona U do rosto, queixo inferior, maxilar e pescoço, mas pode surgir de forma mais extensa e agressiva, com cistos, abcessos e cicatrizes inestéticas na pele. Segundo Tathya Taranto, o tratamento é realizado com uso de medicamentos específicos (tópicos e sistêmicos), como sustâncias como ácido retinóico, peróxido de benzoíla e ácido azeláico, e adoção de uma rotina de cuidados em casa. “É fundamental lavar o rosto duas vezes ao dia com sabonetes apropriados, utilizar adstringente, protetor solar oil free e ácidos com efeito comedolítico, ou seja, que agem no controle de cravos e espinhas”, relata a médica.

Ainda segundo a dermatologista, pode ser recomendável o tratamento com isotretinoína (Roacutan), mas apenas em casos de acne severa ou de acnes menos graves que são resistentes aos tratamentos convencionais. Tathya lembra que hoje existem recursos eficazes e aliados no combate às espinhas, como o laser Fotona, que age tanto nas lesões inflamatórias, quanto nas suas consequências, as cicatrizes de aspecto desagradável. “O Fotona utiliza um feixe de laser Erbium-YAG que é absorvido pelas camadas superiores da pele e promove a vaporização do tecido cicatricial e estimula a produção de novo colágeno na derme. Além disso, o procedimento é minimamente invasivo, dispensa longos períodos de afastamento do trabalho, já que a recuperação de pele se dá rapidamente”, afirma.

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